Tempo de permanência de beneficiários no sistema de saúde suplementar brasileiro: análise observacional com dados da ANS
DOI:
https://doi.org/10.66305/jbas.v6i1.35Palavras-chave:
ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, planos de saúde, tempo de permanênciaResumo
Objetivo: Descrever e analisar o tempo de permanência dos beneficiários no sistema de saúde suplementar brasileiro, segundo modalidade de contratação, modalidade de operadora e região geográfica. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, baseado em dados públicos do Plano de Dados Abertos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com informações do Sistema de Informações de Beneficiários (SIB/ANS) entre 2000 e 2024. A população foi estimada considerando apenas beneficiários ativos, enquanto o tempo médio de permanência foi calculado a partir de beneficiários ativos e inativos, com médias ponderadas pelo número de vínculos. As análises incluíram recortes por modalidade de contratação, modalidade de operadora e grandes regiões do país. Resultados: Foram analisados dados de aproximadamente 51,6 milhões de beneficiários ativos. O tempo médio geral de permanência foi de cerca de 4,7 anos. Planos individuais ou familiares apresentaram maior duração média (8,4 anos), enquanto os planos coletivos empresariais concentraram a maior parte dos beneficiários, porém com menor permanência (3,9 anos). Operadoras de autogestão e filantrópicas exibiram os maiores tempos médios (9,5 e 6,3 anos, respectivamente). Observou-se heterogeneidade regional, com maior permanência média na região Sul (5,2 anos) e menor no Centro-Oeste (3,9 anos). Conclusão: O tempo de permanência no sistema de saúde suplementar brasileiro é fortemente influenciado pela forma de contratação, pelo modelo institucional das operadoras e pelo contexto regional, refletindo a interação entre mercado de trabalho, regulação e estrutura do setor.
Referências
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